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Silicon Valley 2

A vingança dos nerds: ‘Silicon Valley’ já tem segunda temporada garantida

Criador de série de humor da HBO teve ideia de escrever o roteiro depois de viver três meses em Palo Alto, na Califórnia
Criador de série de humor da HBO teve ideia de escrever o roteiro depois de viver três meses em Palo Alto, na Califórnia

Foi ao ar nessa segunda, na HBO Brasil, o último episódio da primeira temporada de “Silicon Valley”, seriado americano que retrata o dia a dia pululado por algoritmos e zoação de um grupo de geeks que vivem no Vale do Silício, meca das grandes empresas de tecnologia que nos rodeiam (Google, Facebook, Twitter…).

A ideia do projeto se deu quando Mike Judge, criador da série, trabalhou na região: no final dos anos 1980, ele se mudou para Palo Alto, no norte da Califórnia, para atuar como engenheiro de testes na empresa de placas de vídeo Parallax.

Mas, segundo depoimento de Judge na página do Wikipedia do seriado, a experiência não fluiu: “As 40 pessoas que trabalhavam comigo acreditavam profundamente em alguma coisa mas eu não conseguia entender o que era”. Três meses depois de ser contratado, o físico recém-formado pela Universidade de San Diego deixou o Vale do Silício.

Foi o suficiente para escrever o bem humorado roteiro sobre um nerd (Richard Hendricks, vivido por Thomas Middleditch) que mora em uma república hacker bancada por um milionário da internet. Programador de computação, Hendricks cria um algoritmo de compressão de arquivos para o seu site Pied Piper, que, embora não prospere, chama a atenção dos executivos da grande companhia de tecnologia Hooli, onde ele trabalha em meio período.

A primeira temporada, que estreou nos Estados Unidos em 6 de abril deste ano, navega em torno do questionamento do geek: vender a linguagem de programação  para a empresa fictícia ou aceitar o investimento do milionário Peter Gregory (Christopher Evan Welch, morto na época que gravava o sexto episódio da série por conta de um câncer)? Mesmo com baixo engajamento do Pied Piper, Gregory acredita no potencial do algoritmo e insiste em investir na start-up.

Com detalhes que também remetem à história de Mark Zuckerberg, romanceada no longa “A rede social” (especialmente pela república hacker onde Hendricks vive com outros três programadores), o seriado trata, com muito humor, de questões pertinentes à Geração Y: trabalhar em uma grande empresa que vai me dar estabilidade ou virar o meu próprio chefe?

Mesmo com a segunda temporada estreando só em 2015, fica ligado na programação da HBO, pois o canal logo deve começar a reprisar a primeira. Levando em consideração as bem sucedidas críticas (“Silicon Valley” foi aprovado por 84 dos 100 avaliadores do site Metacritic), é bom entretenimento e ainda promete valiosos insights para o empreendedor que vive dentro de você.

[ TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO NO BLOG DA RESERVA ]

 


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