Quando lançou o celular Moto X, o vice-presidente de design e experiência da Motorola disse que foi difícil trabalhar com material vivo. Mas como é um movimento de todas as grandes empresas do mundo, elaborar produtos sustentáveis entrou na linha de produção da gigante de tecnologia e eles adaptaram suas dinâmicas. Foi preciso, por exemplo, deixar o celular em uma câmara que simulava dissonâncias na umidade do ar para ver se o aparelho não estufaria diante de variações de temperatura.
Por trás de um ideal transformador, existe uma questão simples: “Se você pode escolher entre bolsa e sapatos, por que não entre smartphones?”, provocou Jim Wicks, em entrevista à revista GQ. Ele ainda disse, na ocasião de lançamento do telefone, que estão pesquisando a possibilidade de substituir o plástico e o metal por… COURO VEGETAL.
Fora do Brasil, o Moto X pode ser encontrado em três tipos de madeira. Por aqui, é possível comprar somente o modelo de bambu, que custa aproximadamente R$ 1.499. O que vale é a exclusividade, por ser natural: um celular é sempre diferente do outro, com padronagens exclusivas, tal como se os riscos fossem digitais da madeira.
Se você sentiu falta de especificações técnicas, saiba que o Moto X deixa o iPhone no chinelo em testes de navegabilidade. Dá um Google para ver só: existem vídeos no YouTube comparando o aparelho com os últimos lançamentos da Apple.
O TecnoBlog, que eu adoro seguir, publicou um review completíssimo sobre o lançamento. E para valorizar a parceria entre Android e Google, o Moto X atende rapidamente ao comando do Google Now, o concorrente da charmosa Siri.
Um último detalhe chama a atenção no celular: ele exibe imagens em um novíssimo sistema chamado AMOLED. Pelo que eu apurei, é uma tecnologia gráfica que não emite luz para exibição de imagens em preto, fazendo assim o consumo de energia ser mais baixo. Gastando menos luz do celular, a bateria do aparelho dura mais e você carrega menos vezes. Ou seja: além do layout de bambu, o Moto X também tem tecnologia sustentável.
Boa dica para quem ainda não está ligado em economizar os recursos do nosso planeta. Que tal pensar um pouco mais antes de consumir?
[ TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO NO BLOG DA RESERVA ]





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