Filmado com exímia habilidade de execução, os planos retratam a solidão de uma mulher dentro de uma casa enorme. O som de seus passos é orquestrado com o abre-fecha de portas e janelas, da mesma forma que fumaça de um cigarro é remixada ao vapor de uma chaleira.
Com ecos de M.C. Escher, a protagonista sobe e desce a escadaria de madeira em loops que se sobrepõe. Parece enclausurada dentro de uma vida dolorosa e melancólica, e a casa, enquanto labirinto implacável de isolamento, parece ser um paradigma da videoartista mexicana para falar sobre o aprisionamento sofrido por quem está eclipsado por suas ideias.





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