VIDEOCLIPES

Mahmundi aumenta os sintetizadores e acende as cores do Rio em ‘Calor do amor’

Em videoclipe de estreia, estética dos anos 1980 é revenciada pelo diretor Yugo Braga e pelo stylist Raphael Tapedino
Em videoclipe de estreia, estética dos anos 1980 é revenciada pelo diretor Yugo Braga e pelo stylist Raphael Tapedino

Mahmundi, musa pós-moderna que bebe das fontes do pop brasileiro dos anos 1980 e o relê com a delicadeza da chillwave do século XXI, é a voz e o look do verão 2014 com música e clipe “Calor do Amor”. A direção de Yugo Braga e o figurino de Raphael Tapedino (que dançam com a cantora no vídeo) valoriza as cores ácidas, cores fortes, cores estouradas, cores que evocam emoções vividas profundamente, cores dignas de obra de arte, de fotonovela dos tempos em que os romances eram experimentados sem definições psicossociais limitantes, de drops que refrescam quando o Rio 40 graus explode queimando as retinas e os miolos.

Não por acaso, o nome do EP de estreia desta cantora corajosa, que ousa desafiar o status quo da voz feminina no Brasil — seja por não fazer MPB óbvia de rádio FM, seja por não cantar com meneios de programas de ídolos fabricados — é “Efeito das Cores”.

E o efeito que as cores de Mahmundi provoca é muita ternura pela promessa de uma vida mais fácil de levar, com gente fina, elegante e sincera, algo que os anos 1980 prometeram mas não entregaram.

Mahmundi resgata esse sentimento, tão apreciado naquela década no Rio de Janeiro, de que tudo é possível, que as pessoas podem ser felizes sendo espontâneas, descontraídas, leves e claro, que só se pode ser feliz amando muito e se misturando à areia, ao mar, à brisa.

Em tempos tão duros neste país, ter um verão cantado e synthetizado por Mahmundi é um luxo multicolorido.


Comentários